Por doze dias, um modelo de inteligência artificial sem nome nenhum dominou o OpenCode e o OpenRouter. Os testers tentavam adivinhar de onde ele vinha: o tokenizer vazava, os benchmarks vazavam, e o modelo chegou a acumular mais de duzentos trilhões de tokens em chamadas de API, sendo o mais usado da plataforma e, por um tempo, de graça. A MiniMax confirmou oficialmente que se tratava de uma versão antecipada do MiniMax M3.1 Flash — e o preço publicado mudou a conversa sobre o custo de inteligência de fronteira.

▶ Vídeo completo (análise em vídeo de 5 minutos): https://www.youtube.com/watch?v=gIwuuvYBqtw

1. O modelo fantasma que dominou o OpenCode

O Space Bunny apareceu de graça no OpenCode e no OpenRouter como modelo stealth, e os próprios testers CTS deduziram a origem a partir do tokenizer e das execuções de benchmark, que retornavam o apelido space-bunny. O teaser publicado chegou a 545 mil visualizações em cerca de doze minutos. Enquanto isso, o modelo acumulou mais de 200 trilhões de tokens em chamadas de API e chegou a liderar os rankings diários de uso das duas plataformas.

Fonte: AGTPinsights (X).

2. Preço oficial: 15 centavos por milhão de tokens

O valor publicado é de 0,15 dólar por milhão de tokens de entrada, 0,60 dólar por milhão de tokens de saída e apenas 0,015 dólar por leitura de cache. A economia muda a equação para quem roda agentes de programação o dia inteiro: dezenas de milhares de chamadas deixam de ser um custo impositivo. O modelo também foi aberto para código aberto pela MiniMax, e o tokenizer entregue na documentação da API confere a identidade apontada pelos testers.

Fonte: The Blockbeats.

3. Flash: a variante barata, não a fraca

O M3.1 Flash é a linha rápida da casa, com profundidade de raciocínio controlável em cinco níveis e entrega de mais de 170 tokens por segundo na mediana. Segundo a própria MiniMax, o modelo é três vezes mais rápido que o M3, com um terço do custo computacional. A janela de contexto chegou a um milhão de tokens, contra os 131 mil do GPT OSS, e a API é compatível tanto com OpenAI quanto com Anthropic — na prática, trocar de modelo no código é trocar uma string.

Fonte: adxtyahq (X).

4. Benchmarks: batendo o Opus 5 no preço, perdendo no OSWorld

Nos testes publicados pela MiniMax, o M3.1 Flash marcou 62,2% no Automation-Bench, contra 60,5% do DeepSeek V4.1 Flash e 50,3% do Opus 5. No DeepSWE, teste de programação, fez 73,7%, praticamente colado nos 74,0% do Opus 5, e alcançou 91,0% no BabyVision, de raciocínio visual. A ressalva está no OSWorld, de operação de computador: 61,7% contra 70,6% do Opus 5, indicando que o braço de execução de interface ainda está em desenvolvimento.

Fonte: The Blockbeats.

5. Design Arena: #26 global, mas subindo 29 posições

No Design Arena by Intelligence, o benchmark que compara como cada modelo constrói interfaces de verdade, o M3.1 Flash aparece na vigésima sexta posição global, com 1.290 pontos, contra 1.388 do Claude Opus 5.5 na liderança. O dado relevante é a subida: vinte e nove posições a mais do que na semana anterior, a maior alta do ranking. Na arena de código, ficou em décimo segundo entre os modelos abertos, com 1.588 pontos e alta de cento e seis posições, tornando a MiniMax o décimo segundo laboratório do ranking geral.

Fonte: OpenCode (comparativo de modelos).

6. O que os testers relatam: jogos de navegador inteiros

A afirmação mais impressionante vem de quem testou: o M3.1 Flash cria jogos de navegador completos em chamada única, com física de verdade. Um agente no terminal aparece planejando geometria de terreno, queda de curvatura da Terra, simulação de ondas de Gerstner, reflexo de Fresnel, iluminação especular GGX e pipeline HDR, escrevendo a cena em WebGPU. A telemetria registrada no ambiente de desenvolvimento aponta mais de 78 tokens por segundo, latência média de 1,8 segundo e custo de 0,0014 dólar para a tarefa inteira.

Fonte: adxtyahq (X).

Veredito

O M3.1 Flash é o primeiro modelo em anos a derrubar o custo da inteligência de fronteira para um patamar que muda a equação: preço de 15 centavos por milhão de tokens, mais de 170 tokens por segundo, um milhão de tokens de contexto e a construção de software de verdade em chamada única. A MiniMax sinalizou que mais código aberto está a caminho, e o Space Bunny já é o modelo mais usado do mundo em volume de tokens — antes mesmo de existir oficialmente. As ressalvas seguem honestas: ele ainda pensa demais em problemas simples, está na trigésima segunda posição do ranking geral e tropeça em execução de interface no OSWorld. O preço, porém, já está pronto. A recomendação prática é simples: testar com um real e medir o próprio caso.

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